A história de Vassouras

Vassouras, terra que pertencia à "Sesmaria de Vassouras e Rio Bonito" (localidade plena de arbustos utilizados na confecção de vassouras), está localizada no posteriormente nomeado Vale do Paraíba. Esta região se tornou conhecida como "Caminho Novo" e "Caminho do Proença", pois fazia a ligação entre Minas Gerais e o porto do Rio de Janeiro durante o período do Ciclo do Ouro, servindo para o escoamento dessa produção destinada ao Império Português.

No início do século XIX, a região do vale do rio Paraíba do Sul passa por grande desenvolvimento econômico. Com o esgotamento do ouro em Minas Gerais, mineiros migraram em massa para a região até então de matas virgens e ocupada por tribos nômades de índios Coroados. Findado o trabalho de aldeamento, a região vê-se colonizada a partir de plantações, a princípio de cana-de-açúcar e posteriormente pelas de café.

O mercado internacional começa a se interessar pela bebida e a demanda aumenta continuamente. A província do Rio de Janeiro torna-se então o primeiro grande exportador internacional de café.

A estrada da Polícia, construída pelo Império Português com finalidade de coibir o contrabando de ouro, e o crescimento econômico da região, permitem o rápido surgimento de um arraial, atualmente centro da cidade de Vassouras. Vão ali residir o construtor da estrada de Polícia, Custódio Ferreira Leite, e seus sobrinhos da família Teixeira Leite. Em 15 de janeiro de 1833 um decreto da Regência Trina transfere a sede da vila e a Câmara dos Vereadores de Nossa Senhora da Conceição do Alferes para a Vila de Vassouras, tendo em vista o desenvolvimento local.

Com o crescimento econômico dado pelas plantações de café, a Vila de Vassouras é elevada à categoria de cidade em 29 de setembro de 1857. Possuía, já nesta época, aproximadamente 3.500 moradores em sua área urbana.

Durante a década de 1850, a cidade, em seu apogeu, ostenta o título de maior produtora de café do mundo, reconhecida como a Princesinha do Café. Constroem-se casarios, palacetes, hotéis, joalherias, teatro, etc.; plenos de vida social intensa. Antes rústicos, os cafeicultores educam-se e socializam-se; suas fazendas são reformadas e ampliadas para atenderem às novas necessidades e para receberem hóspedes ilustres da Corte. Criam-se importantes estabelecimentos de ensino, que serão frequentados por alunos forasteiros, incluídos os da cidade do Rio de Janeiro.

Tornou-se Vassouras, neste período, a maior cidade com fazendeiros nobilitados, ficando então conhecida como Cidade dos Barões: ali viviam 25 barões, 7 viscondes, 1 viscondessa, 1 condessa, 2 marqueses, considerados titulares vassourenses, entre outros.

A superexploração e o mau uso do solo levaram ao seu enfraquecimento, motivo pelo qual a produção de café declina em toda a região. Entre 1879 a 1884, a província do Rio de Janeiro ainda contribui com 55% do total exportado pelo Brasil; porém 10 anos depois a produção despenca para apenas 20% do total. Os crescentes preços do café no início da década de 1890 ainda sustentam o apogeu da cidade (até a segunda metade da década). Porém, com a queda da cotação internacional, muitas fazendas são hipotecadas. Em busca da fortuna e do status perdido, os descendentes dos barões do café seguem para a capital e outros lugares. Os que permanecem, abandonam a agricultura e dedicam-se à pecuária leiteira.

Nas fachadas de seus casarios, palacetes e monumentos, Vassouras guarda as lembranças desse próspero período que não será esquecido. O seu conjunto histórico urbanístico e paisagístico foi protegido em 1958 por um processo de tombamento (566-T-57, de 26.06.1958) pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Em 24 de dezembro de 1984, Vassouras é declarada, por força de lei, estância turística.

A cidade de Vassouras, após o fim de seu apogeu pelo café no século XIX, entrou em declínio economicamente. O investimento em um novo setor, a pecuária, foi um acerto para a cidade e para a região, onde os antigos cafezais tornaram-se pasto para o gado. Além disso, a pecuária não necessita de grandes mãos-de-obra. A plantação de diversas culturas como milho, cana-de-açúcar, tomate e feijão, colocadas como culturas temporárias, e banana, café e laranja, feitas como permanentes desde a década de 1910 até 1950, foram uma das causas para a melhoria econômica do município.

Atualmente Vassouras traz título de Cidade Universitária. Em meados de 1967 foi instituída a então Fundação Educacional Severino Sombra, que recebeu do governo estadual a cessão de uso do Palacete do Barão de Massambará, para a implantação da Faculdade de Medicina, autorizada a funcionar em 13/12/68, dando origem ao embrião da Universidade.

Desde a sua fundação, a Medicina de Vassouras figura como uma das mais renomadas escolas médicas do país. Única universidade privada da região sul fluminense, oferece diversos cursos de graduação e pós-graduação, nas áreas de ciências médicas, saúde, tecnológicas, sociais e aplicadas e humanas, atraindo grande quantidade de estudantes da região e de diversas localidades do país.

Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vassouras e https://www.universidadedevassouras.edu.br/instituicao/sobre

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